
A Basílica Santuário de Nazaré celebrou, dia 24 de agosto, a conclusão do maior projeto de restauro já realizado em seus 117 anos de história. Inaugurada em 1909 e considerada um dos mais importantes patrimônios religiosos, históricos e culturais da Amazônia, a Basílica foi entregue restaurada aos fiéis e visitantes após 33 meses de obras executadas de portas abertas.
Diferentemente da maioria das obras de restauração de bens históricos, a Basílica permaneceu aberta durante praticamente toda a execução das intervenções, permitindo que milhares de pessoas acompanhassem de perto o trabalho dos restauradores e continuassem participando das celebrações religiosas.
Ao longo de 33 meses de restauração, a Basílica precisou ser fechada apenas uma única vez, durante uma semana, pouco antes da entrega da primeira etapa das obras, em setembro de 2025. O restante do projeto foi desenvolvido conciliando a preservação do patrimônio histórico com a missão de acolhimento e evangelização que caracteriza o Santuário.
Mais do que restaurar um monumento centenário, o projeto assumiu o desafio de manter viva a principal função do espaço: ser um lugar de fé, encontro e devoção. Missas, celebrações e atividades pastorais foram mantidas durante praticamente todo o período das obras, transformando o canteiro de restauro em um espaço de educação patrimonial e de aproximação entre a sociedade e a preservação do patrimônio cultural.
A obra contemplou a recuperação integral dos elementos artísticos e arquitetônicos da Basílica, incluindo altares, capelas laterais, vitrais, pinturas decorativas, estruturas em pedra, telhado, forros, sistemas de iluminação e infraestrutura, devolvendo ao patrimônio suas características originais e garantindo sua preservação para as futuras gerações.
O Projeto de Restauro da Basílica Santuário de Nazaré é patrocinado pela Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet, e realizado pelo Santuário Mariano Arquidiocesano, Ministério da Cultura e Governo Federal.
“Para a Vale, preservar símbolos da cultura e das identidades paraenses é parte essencial do nosso compromisso com o desenvolvimento territorial sustentável. Ao apoiar a restauração da Basílica de Nazaré e a requalificação da cripta, que ganha nova configuração para o público e poderá também receber iniciativas cultuais,
reafirmamos a importância de valorizar o patrimônio histórico e cultural do Pará”, diz Mariana Luz, diretora de Investimento Social Privado e Cultura da Vale.
Sobre o projeto de restauro

O Projeto de Restauro da Basílica Santuário de Nazaré foi concebido a partir de pesquisas históricas e estudos técnicos desenvolvidos por especialistas em patrimônio cultural, tendo como principal objetivo preservar um dos maiores símbolos da fé do povo amazônico. A coordenadora geral do projeto, Luci Azevedo lembra que a iniciativa alia conservação patrimonial, educação patrimonial, acessibilidade e modernização da infraestrutura. “É uma forma de contribuir para a valorização da memória e da identidade cultural do Pará.”, pontua Luci.
Foram executadas intervenções que contemplaram a recuperação dos elementos artísticos e arquitetônicos da Basílica, incluindo altares, capelas laterais, vitrais, pinturas decorativas, elementos em pedra, telhados e forros, além da requalificação de espaços históricos, como a Cripta, que passa a integrar o conjunto de ambientes acessíveis à visitação.
Geração de renda e impacto econômico
O projeto de restauração da Basílica Santuário de Nazaré também gerou impactos diretos e indiretos na economia local. Ao longo da execução das obras, cerca de 80 pessoas estiveram envolvidas, direta e indiretamente, em diferentes etapas do projeto, com 100% da mão de obra formada por profissionais paraenses. A iniciativa também contou com a participação de mulheres em diversas áreas de atuação, ampliando a presença feminina em um setor tradicionalmente marcado pela predominância masculina.
Para a coordenadora geral do projeto de restauro, Luci Azevedo, os impactos de uma obra dessa dimensão ultrapassam os limites do canteiro de obras. “A gente não pode deixar de levar em consideração os vários impactos que um projeto de restauração como esse promove. É para além do canteiro de obras. Ele movimenta a economia da cidade, empregando diversos profissionais da restauração e da construção civil, na compra de insumos para a obra, além de profissionais do audiovisual, do jornalismo e da educação. São empregos gerados direta e indiretamente desde 2023”, destaca Luci.
A movimentação econômica alcançou diferentes segmentos envolvidos na execução técnica, acompanhamento educacional, administração, comunicação e mediação do projeto, fortalecendo a cadeia produtiva local e evidenciando que a preservação do patrimônio cultural também pode contribuir para a geração de trabalho, renda e oportunidades para profissionais da região.